STF e caos social: união simbiótica.

O ministro Fachin, literalmente, negou a realidade brasileira;

não é com ele. Vive em sua bolha blindada; não corre riscos como um mero homem do povo.

Num lapso de hipocrisia e insanidade, o gentil ministro, numa canetada, colocou na rua mais de 500 menores delinquentes ultraperigosos, supostamente porque estavam tendo a respectiva “dignidade” violada pelo malvado Estado. Afinal, este Leviatã – aparelhado ideologicamente; agigantado em poder e ineficiência; perdulário nos gastos do dinheiro oriundo de impostos extorquidos da cada vez mais dependente e empobrecida classe média; propositalmente invasivo das liberdades individuais; destruidor da soberania individual; e com comando cleptocrático pelos últimos 30 anos – “se omite”, deixando de “investir” o dinheiro de nossos tributos em carceragens decentes, compatíveis com a “ressocialização” das pobres crianças perversas, vítimas da sociedade.

Para o “notável” ministro “iluminado”, o fato de os “marginaisinhos” serem homicidas, latrocidas, torturadores e estupradores não foi nenhum problema! A propósito, tal peculiaridade sequer foi por ele considerada, porque, para um sujeito de mentalidade socialista tal como o ministro, a capacidade de discernir é inequivocamente deficitária, como atesta o Dr. Lyle H. Rossiter.

É impossível para o ideólogo esquerdista interpretar com honestidade intelectual, baseando-se em um contexto real, integralmente delimitado, sem menosprezo seletivo de dados. Para ele, o “normal” é sempre buscar a “justiça social”, mesmo que o seu ideal de “justiça” seja utópico, cientificamente infundado, careça de suporte empírico e gere um caos sócio-econômico incontrolável.

Mais especificamente, o ministro de “esquerda” despreza o fato de que homicidas, latrocidas e estupradores são presumidos psicopatas ou, na menos pior das hipóteses, sociopatas; ambos incuráveis. Ignora também o fato de que os “coitadinhos” delinquentes destruíram vidas e famílias, com requintes de violência e crueldade. Da mesma forma, tripudia do fato de que o sistema jurídico está no fundo do esgoto em eficácia e credibilidade, em razão de decisões estapafúrdias como a que proferiu.

“Logicamente”, dentro do seu padrão de “coerência”, faz ainda pouquíssimo caso da segurança física e cognitiva dos cidadãos de bem, ora reféns de acintes bandidólatras supremos como esse, social e juridicamente abominado e que não passaria pelo crivo da constitucionalidade nem mesmo se fundamentado em princípios-ônibus, que têm seus conteúdos preenchidos ou esvaziados de “passageiros” ao sabor da vontade exclusiva de cada “intérprete”, como vem demonstrando a ignóbil praxe do STF.

Será que o “douto” Fachin sabe por que há países desenvolvidos – como Inglaterra e EUA – que prendem crianças quando cometem crimes hediondos? Duvido. Como suponho pensarem os bandidólatras daqui, prendem, não porque a legislação é “desumana” com os pimpolhos assassinos; não. Fazem-no, porque, lá, sabe-se que, ao se diagnosticar psicopatas o quanto antes, surge uma possibilidade mínima que seja de lhes dispensar um tratamento psíquico e educacional adequado, de maneira a minimizar a periculosidade social dos “rebentos” no futuro, caso, em algum momento, consigam a liberdade condicional.

Isto é, sim, o verdadeiro tratamento respeitoso para com a dignidade concreta de um jovem criminoso psicologicamente incurável. E, nunca, fazer o que fez o Fachin e o que fazem os que lhe copiam grosseiramente Brasil afora.

O péssimo exemplo supremo de soltar acrítica e irresponsavelmente criminosos perigosíssimos ao léu, sem quaisquer fundamentos médico-científico ou jurídico objetivamente identificável por alguém alfabetizado, praticamente em nada difere de livrar leões famintos e maltratados de um circo, jogando-os na praça da esquina. Na Praça dos Três Poderes, presumo que os leões morreriam de inanição enjaulados. Assim como os “jovens” permaneceriam aprisionados incondicionalmente, acaso, soltos, tivessem que ser “ressocializados” na casa do hipergeneroso ministro Fachin.

Sinceramente, por uma ótica materialista, a decisão fachiniana é para estressar o brasileiro íntegro, e até lhe dar náuseas, tamanha a indignação que causa esse tipo de lixo decisório, inconcebível em país de primeiro mundo! Nesses instantes de susto, quando a notícia fatídica vem à tona, sinto particularmente vergonha desse Tribunal; o Brasil, abençoado em riquezas naturais, merecia coisa muito melhor!

Por outro lado, quando emoções negativas afloram, dou uma pausa, respiro fundo três vezes, e deixo a energia fluir, sem resistência. Temos que aceitar as lambanças feitas pelos outros; foram manifestações do livre-arbítrio deles; eles responderão. É a Lei. Não nos cabe, portanto, julgar os desígnios do Universo. Estamos aqui em aprendizado, tenhamos ou não consciência disso.

Assim, recobro meu equilíbrio emocional e minhas certezas inabaláveis: i) nada é acaso na vida; ii) nenhum caos é definitivo; iii) a vontade do ser humano – que sequer tem o controle do seu tempo de vida aqui no Planeta – é insignificante para impedir o início do progresso de um país, tão logo a desordem chegue a seu ápice e imploda.

Daí, perfeitamente previsível: o STF, hoje, patrocinador flagrante das inseguranças jurídica, pública e cognitiva; garantidor da impunidade generalizada; responsável pelo desequilíbrio entre Poderes; impositor e avalista da ditadura da toga e da restrição seletiva da liberdade de expressão; intolerante com opiniões em desacordo com a sua chancela “politicamente correta”; obstáculo-mor ao desenvolvimento sócio-econômico do Brasil…, este STF, sem que presumivelmente seus “notáveis” integrantes tenham a mínima noção, está em processo acelerado de autodestruição, o que viabilizará, em breve, o crescimento virtuoso da nação. Por esta perspectiva universalista, alentadora, a decisão fachiniana pode ser tida por uma bênção divina. Maravilhoso, não?

Recomendações de leitura: i) Lyle H. Rossiter. A mente esquerdista. As causas psicológicas da loucura política. ii) Diego Pessi e Leonardo Giardin de Souza. Bandidolatria e democídio: ensaios sobre garantismo penal e a criminalidade no Brasil. iii) Pema Chödrön. O salto: um novo caminho para enfrentar as dificuldades inevitáveis.

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