Liberdade de expressão seletiva e de conveniência, jornalismo antidemocrático e intolerante, e justiça disfuncional. Até quando?

Por que a imprensa no Brasil

deixou o jornalismo intelectualmente honesto de lado, e se tornou grosseiramente militante e propagadora de informações distorcidas, deturpadas ou manipuladas? Aponto duas razões.

Primeira razão. Interpretação equivocada que se atribui ao art.5.º, XIV, da CF: “é assegurado a todos o acesso à informação e resguardado o sigilo da fonte, quando necessário ao exercício profissional”. No Brasil, se o homem-fonte consegue ilicitamente as informações, as repassa ao jornalista, e este replica a mensagem, considera-se que tenha agido como um “profissional no exercício do dever de informar”.

Ou seja, atua como uma espécie de “lavador de informações obtidas criminosamente”, tal como um advogado pago com dinheiro de corrupção, que inadmite que se discuta a origem da grana do cliente corrupto que o remunera. Inacreditavelmente, tudo com o aval do Judiciário e de “especialistas” avalistas da “democracia” socializante e pervertida que vivenciamos nessa terceira década do século XXI. Não aprendemos nada com a história.

O fato é: o dever de se manter o sigilo da fonte, quando esta consegue as notícias ILICITAMENTE e as transmite para serem divulgadas por “jornalista”, JAMAIS pode ser classificado como “necessário ao exercício profissional” da liberdade jornalística ou de imprensa. Motivo translúcido: se não houvesse crime originariamente cometido pelo homem-fonte, a divulgação dos dados obtidos contra legem não ocorreria, pois o estado de legalidade teria sido devidamente observado pela tal fonte.

Na prática, o SIGILO que absolutamente protege a identificação do homem-fonte criminoso LEGITIMA uma situação de ilicitude inaceitável num verdadeiro Estado Democrático de Direito, porque IMPEDE a PUNIÇÃO de um infrator penal (homem-fonte) e deixa igualmente IMUNE a penas o seu comparsa de delito, o pseudojornalista que, mesmo sabendo do crime, imoralmente dele se locupleta, em nítido prejuízo a bem jurídico alheio (normalmente, a honra).

Razão dois. Subversão do estado de Direito e esgarçamento do arremedo de Democracia, em virtude da consolidação escancarada da ditadura esquerdista da toga. A ditadura capitaneada pela composição atual do STF impõe a toda a sociedade um código falso moralista e ideológico do politicamente correto.  Simultaneamente, para serem coerentes com a sustentação da suprema vontade jurídico-moralista, os onze – por unanimidade ou eventualmente por maioria – não sentem a menor vergonha de fazerem vistas grossas para todo o tipo de pilantragens injuriosas, difamantes ou caluniosas concretizadas por “jornalistas” militantes, que rezam na cartilha “progressista” e bandidólatra ora esculpida nesse código faticamente antitradicional, senão imoral, batizado pela cúpula do Judiciário. Vale frisar: a composição hodierna do STF, na veia, fala por si; é sintoma da disfuncionalidade do sistema de “direito” em vigor, além de causa das permanentes “aproximações sucessivas” que levarão à ruptura previsível e imperiosa do caos, com desfecho socioeconômico de prognose tenebrosa. 

O inquérito toffoliano-alexandrino é denotativo: totalitariamente, suprime a bel-prazer liberdades e garantias individuais, para perseguir o que “entende” serem “milícias virtuais”. Inequivocamente, de direita, por “ousarem” falar mal de instituições “democráticas” e que “funcionam”, tal como o “iluminado” supremo. Os marginais virtuais da esquerda, estes, não: são companheiros de jornada “democrática”, que “amam” a plena “liberdade” de expressão (do discurso único e supremamente intimidatório – à direita – do politicamente correto).

Em ambas as razões, a garantia togadamente consolidada é a mesma: a certeza da impunidade dos “democratas” esquerdistas. Por outro lado, primam por ameaças de censura e imposições de condenação moral ou mesmo penal ao “milicianos” de direita. Fazem-no diretamente, ou pelo mau exemplo dado a juízes de instâncias inferiores. Danilo Gentili e o próprio Jair Bolsonaro (à época, deputado federal) que o digam. Sem falar na revista Crusoé, que sequer claramente de direita é.

Com a impunidade supremamente assegurada para verdadeiros delinquentes virtuais de esquerda, torna-se “normal” e até estimulante que estes criem e permaneçam produzindo incessantemente perfis falsos em redes sociais, com o propósito de atacar e difamar jornais online tradicionais e sérios. Sem falar em similares atitudes, advindas de jornais impressos de grande circulação (Folha de São Paulo) ou de redes de televisão, concessionária de serviço público (Grupo Globo).

A finalidade de fundo das agressões promovidas por notícias manipuladas, distorcidas ou inventadas – sempre mascaradas com certo verniz de veracidade fabricada – passa longe da essência jornalística, de informar e esclarecer com imparcialidade e honestidade intelectual.  O relevante, sim, para os militantes pseudojornalistas é afetar a credibilidade da vítima escolhida, pelo uso da técnica de Goebbels, visando a, dentre outras intenções macabras, retirar-lhe o apoio financeiro de empresas que nela costumam investir (a título de propaganda e marketing de seus respectivos produtos ou serviços). Para cada contrato desfeito, uma “vitória” ideológica, em prol da causa socialista-comunista inconfessável.

A vítima da vez – como vem se tornando praxe por parte dos que odeiam a honestidade intelectual e a verdade como valores jornalísticos e, sobretudo, de caráter -, novamente, foi o Jornal da Cidade online. Certamente, os bons patrocinadores, inteligentes que são, sabem fazer a leitura do triste contexto atual, e não se abalarão, ao ponto de se deixarem ludibriar e romperem parcerias vitoriosas com a legítima e democrática imprensa que trabalha para o crescimento do Brasil, tal como as firmadas com o JCO. 

De resto, há que se reconhecer que nosso país está passando por uma fase dolorosa de transição, onde, ao final, uma grande limpeza humana e ética terá sido efetivada. Nenhum período de atraso, estagnação e caos moral e socioeconômico é eterno. Daí, o ciclo de prosperidade longevo que se avizinha não terá vez para delinquentes presumidamente ateus e materialistas. Pouco importa que supremamente “abençoados” pela toga e companheiros afins de jornada inconscientemente autodestrutiva.  É fato: tais delinquentes, no alto de suas inconsciências ou consciências extremamente contraídas, creem fanaticamente ser capazes de controlar os efeitos de suas atitudes e ações antidemocráticas, intolerantes e medíocres. Cegamente, querem a retomada do poder que lhes foi confiscado no voto em 2018. Contudo, são psicologicamente incapazes de perceber o sonho irreal de reconquista do poder que domina suas mentes psicóticas. Nada pode pará-los, salvo a dura lex, somente existente num Estado de Direito real (por que será que o Estado de Direito brasileiro foi supremamente destroçado?).

Compreensível, daí, o porquê desses meliantes das mídias marrons sentirem-se inabalavelmente capazes de aprofundar na sociedade a impregnação e a expansão da ideologia pérfida e psicopática que os nutre. Porém, fica um alento à sofrida população de bem e à pequena, mas digna imprensa, alvo desses ataques por acusações fakes: a semeadura é livre; a colheita, obrigatória. Regra universal infalível, independente de crenças ou religiões. O deles está guardado. Aproveitemos então a oportunidade para exercitarmos a compaixão e aprimorarmos o autoconhecimento.

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