Roberto Jefferson confronta policiais federais

Apenas um reflexo da ditadura da toga "meia-boca".

Renato R Gomes Administrador

O que penso sobre o caso do Roberto Jefferson, que reagiu contra a tentativa de agentes da Polícia Federal de prendê-lo? Mais ou menos o seguinte.

Os agentes selecionados da Polícia Federal cumprem toda e qualquer ordem ilícita do Moraes. O próprio Jair Bolsonaro escancarou isso, ao dizer que “comem na mão” do ministro. Ou seja, o grupo de policiais cumpre qualquer canetada que, hoje, todo leigo sabe que é absurda! E, aparentemente, com a complacência do diretor-geral da Polícia Federal e do ministro da Justiça. Depois de mais de três anos e meios de inquéritos ilícitos sendo alimentados por obediências cegas de policiais conscientes de agirem contra a lei, sequer um processo administrativo no âmbito da corregedoria da Policia Federal fora instaurado! Assim, descumprem aberta e explicavelmente, na certeza da impunidade assegurada por togados, o art.116,IV, da lei 8112/90, cuja redação é expressa: é dever de todo servidor público federal NÃO CUMPRIR ordens sabiamente ilegais.

Por outro lado, Roberto Jefferson, sabedor de que estamos num regime ditatorial judiciário, assumiu o risco de fazer manifestações incompatíveis com o que autoriza o contexto distópico opressivo. Vem fazendo isso, apesar de ter ciência de que estamos numa guerra invisível, a qual também o próprio presidente já reconheceu publicamente, mais de uma vez, ressaltando que os maiores inimigos são agentes internos, e não externos.

Ainda: o presidente Bolsonaro sabe que os agentes federais “lavam as mãos” e se tornaram vassalos dos togados, bem como que o Roberto Jefferson tem agido como alguém que não entende, na prática, o cenário de guerra híbrida atual, cujo comandante do lado do bem é o Bolsonaro, na condição de chefe de Estado que garantiu a colocação de todos dentro das “quatro linhas da Constituição” tão logo tenha a reeleição oficializada no processo eleitoral com a indispensável lisura, ora condicionada ao aval militar final, decorrente da análise paralela que os especialistas das Forças Armadas em guerra cibernética vêm promovendo.

Com o episódio entre Roberto Jefferson e os agentes federais, o presidente acabou ficando “entre a cruz e a espada”. Se ele, no “mundo visível” por todos, joga o jogo e se faz de “vítima” dos arbítrios de ministros do STF/TSE e de desentendido em relação a perguntas de jornalistas idiotas, finge teatralmente que estamos numa “democracia” e permite consciente e estrategicamente que os abusos e crimes dos autocratas totalitários sigam escalando, de modo a forçar que o máximo de gente tenha noção dos acontecimentos ou desperte para o que está em questão (nossas liberdades versus escravidão), em contrapartida, deixando subentender-se a existência do “mundo invisível” que está sob controle dele e das Forças Armadas, o presidente volta e meia vem dando recados via redes sociais, tal como fez pelo tweet de 03/10, às 14:13h, em que claramente buscou tranquilizar todos, afirmando que “não é o povo que deve temer“.

Pois bem. O presidente, diante da gravidade, precisou se manifestar. Ok. Condenou a fala do Roberto Jefferson sobre a Carmem Lúcia. Correto, porque foi injuriosa, e injúria é crime contra a honra. Também condenou a reação do Roberto Jefferson contra os policiais. Neste ponto, veio-me uma sensação de incoerência, por partir de alguém que defende enfaticamente o armamento da população, para que o cidadão tenha chances de se proteger do próprio Estado ditatorial ou de viabilizar a legítima defesa. Se os agentes agem ilicitamente, em tese, não pode(ria)m ser defendidos pelo chefe de Estado, como se estivessem cumprindo ordens legais, o que está muito longe da verdade dos fatos e do Direito.

Não obstante, o presidente aliviou a parte de sua declaração politicamente correta com a simultânea condenação de inquéritos criminosos, os verdadeiros causadores desse esgarçamento institucional que se mostra atualmente política e juridicamente irreparável. Não por acaso, o Estado de Direito foi rompido e experimentamos uma ditadura da toga meia-boca (sem cooptação das Forças Armadas), como bem disse José Roberto Guzzo. Por fim, o presidente agiu bem em ter determinado que o ministro da Justiça entrasse no circuito.

Moral da história: o presidente Jair Bolsonaro já evidenciou por diversas vezes que a opressão está com seus dias contados e que não tomará nenhuma decisão antes do momento que tem como sendo o “ponto de inflexão”. Infelizmente, muitos não conseguiram entender ou, se conseguiram, não aceitaram a maneira de agir do chefe de Estado, resolvendo fazer do seu jeito. Consequentemente, tornam-se os únicos responsáveis por suas atitudes imprudentes e egocêntricas.

Hoje é 23/10: faltam 7 dias para o início do presumido fim do tormento da população de bem. Mais uns poucos dias de paciência e tolerância são indispensáveis para os que confiam no presidente Bolsonaro e nas Forças Armadas.

Que esse fato tenha servido de lição para todos nós. As coisas não são como nós queremos, mas como TÊM QUE SER. E isto INDEPENDE da vontade humana. Para reflexão.

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